Essa lindura aí de cima está no meu quintal. Ele e sua fêmea, estavam agorinha mesmo, bicando os galhos do limoeiro. É o pica pau anão barrado ou picumnus cirratus.
A natureza aqui, à minha volta tem se mostrado pródiga e generosa ao meu olhar.
Pássaros que nunca havia visto antes, têm vindo em busca de frutas que nascem em profusão no meu jardim, fora as bananas e mamões que coloco diariamente para os micos que vêm almoçar e jantar aqui em casa.
Fico exultante a cada vez que vejo um novo bichinho, seja pássaro, macaco, lagarto porco espinho, todos nativos, andando e voando em liberdade pelo meu quintal, território livre dos animais, que vêm sem medo, perto de mim, me presentear com sua beleza.
Não consegui tirar fotos dos pica paus, mas achei na net um igual.
Foto de Jarbas Mattos no Flickr.
Queria falar sobre um outro assunto hoje. Uma decepção, mais uma, com meu país.
Não sei se sabem, mas Chico Buarque, o compositor, ganhou o Prêmio Jabuti e também o Prêmio de Literatura Portugal Telecom, com o livro Leite Derramado, num jogo de cartas marcadas (segundo a revista Veja, o jornal A Folha e o dono da editora Record). Eu confesso, que quando li, que já estava decidido por baixo dos panos que ele seria o vencedor do Prêmio Portugal Telecom fiquei pensando com meus botões que um escritor novo não tem mesmo muitas chances, nesses prêmios, ao concorrer com gente famosa, ou com interesses políticos e comerciais.
No dia seguinte, o barraco estava armado ao sair na Folha que o editor Sérgio Machado, presidente do grupo da Editora Record, se retirara do concurso Jabuti e denunciava que o maior concurso literário do país havia "virado um concurso de beleza, com critérios de programas como os de Faustão e Sílvio Santos."
Na carta ele ainda afirma que " as normas do Jabuti desvirtuam o objetivo de qualquer prêmio, pondo em desigualdade os escritores que não sejam personagens mediáticos". E que a premiação foi "pautada em critérios políticos, sejam da grande política nacional, sejam da pequena política do setor livreiro - editorial".
Eu sempre achei desigual e injusto que os grandes prêmios literários pusessem no mesmo saco, autores consagrados e novos autores. Agora que o circo foi desmascarado, vejamos os próximos capítulos.
Isto muito me interessa, afinal, aos novatos, não resta muita opção a não ser lançar seu livro por uma dessas pequenas editoras que fazem sob demanda e onde o pobre coitado ainda tem que divulgar, fazer orelha, capa, revisão e o produto final nem sempre sai como se esperava.
Essa é a triste realidade editorial de nosso país. Onde o dinheiro e os interesses políticos falam mais alto do que o valor literário ou a beleza da escrita.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Os Escritores E Os Textos Que Não Lhes Pertencem
Ando encafifada com uma coisa há tempos: Textos que circulam pela internet, seja em blogs, seja em emails, pps, etc...dando como autores, um poeta, cronista ou escritor famoso.
Fico pensando que as pessoas divulgam um texto ou um poema, sem antes procurar saber, não no mundo da net, mas no mundo real, se o texto é daquele autor, verdadeiramente...
Não estou querendo me metidar não, mas talvez, devido a sempre ter lido muito ou, talvez até, por uma espécie de sensibilidade extra, que já veio no meu DNA, sei direitinho quando um texto é fake.
Hoje recebi um email de uma amiga, muito bonito, por sinal, falando sobre as mulheres e porque temos o dia internacional da mulher. Lá, pelas tantas, ela cita um poema dizendo que é de Pablo Neruda.
Só de ler e ver as palavras empregadas pensei: Esse texto não é do Neruda, de jeito nenhum!
Fui verificar e, realmente, não é...
E assim acontece de montão com o Jabor, com Drummond, Veríssimo, Martha Medeiros e tantos outros...
Eu leio a primeira frase e já sei: Não é dele!
Sei que nem todo mundo tem essa facilidade, ou porque não conhece o estilo do autor ou porque leu pouco durante a vida, mas, peço encarecidamente, antes de ler um texto e passá-lo adiante, procurem saber se é mesmo daquele autor...geralmente textos verdadeiros não andam circulando por aí...
E, sinceramente, fico P da vida quando vejo atribuírem a um escritor maravilhoso, uma baboseira ou uma pieguice qualquer...Se ainda fosse a um desses autores de livros de auto-ajuda ( ajuda a eles mesmos, que fique bem claro), ou desses que dão lições de vida e de moral nas criaturas, ainda vá lá, já que é tudo subliteratura mesmo...Mas afirmar que um Neruda, um Drummond, uma Clarice Lispector escreveu uma porcaria melosa dessas que circulam pelos pps que enchem a caixa de emails da gente, ai, chega a doer na alma!
Se há vida em outra dimensão, os que já morreram devem estar dando muitas gargalhadas ou tentando o suicídio...
Quando quiserem citar um texto de alguém, vão direto a um livro daquele autor, ou a seu blog ou site e não ao google.
O Arnaldo Jabor escreveu há tempos atrás, um texto muito interessante sobre esse assunto, falando que as pessoas o paravam na rua para cumprimentá-lo por um texto que não era, absolutamente seu. E de como ele se irritava com isso.
Cada autor tem seu estilo de escrever, usa determinadas palavras, ou pertenceu a uma época cujas palavras que são usadas hoje, não o eram no tempo em que viveram...
Prestem atenção nisso...cair na mediocridade por comodismo é um péssimo defeito para quem é blogueiro.
Aliás, desconfiem logo de um texto que vem de mão em mão, email em email, por pps, pois como já dizia Nélson Rodrigues, toda unanimidade é burra...
Por favor, não estou querendo ofender ninguém, apenas alertar. Nem me fazer de melhor ou mais sábia que ninguém...Só estou pedindo mais atenção nisso. Até por respeito aos fabulosos escritores, poetas e cronistas, vítimas desse mentiroso e até ingênuo uso de seus nomes.
Só divulguem, o que tiverem certeza que é legítimo.
Fico pensando que as pessoas divulgam um texto ou um poema, sem antes procurar saber, não no mundo da net, mas no mundo real, se o texto é daquele autor, verdadeiramente...
Não estou querendo me metidar não, mas talvez, devido a sempre ter lido muito ou, talvez até, por uma espécie de sensibilidade extra, que já veio no meu DNA, sei direitinho quando um texto é fake.
Hoje recebi um email de uma amiga, muito bonito, por sinal, falando sobre as mulheres e porque temos o dia internacional da mulher. Lá, pelas tantas, ela cita um poema dizendo que é de Pablo Neruda.
Só de ler e ver as palavras empregadas pensei: Esse texto não é do Neruda, de jeito nenhum!
Fui verificar e, realmente, não é...
E assim acontece de montão com o Jabor, com Drummond, Veríssimo, Martha Medeiros e tantos outros...
Eu leio a primeira frase e já sei: Não é dele!
Sei que nem todo mundo tem essa facilidade, ou porque não conhece o estilo do autor ou porque leu pouco durante a vida, mas, peço encarecidamente, antes de ler um texto e passá-lo adiante, procurem saber se é mesmo daquele autor...geralmente textos verdadeiros não andam circulando por aí...
E, sinceramente, fico P da vida quando vejo atribuírem a um escritor maravilhoso, uma baboseira ou uma pieguice qualquer...Se ainda fosse a um desses autores de livros de auto-ajuda ( ajuda a eles mesmos, que fique bem claro), ou desses que dão lições de vida e de moral nas criaturas, ainda vá lá, já que é tudo subliteratura mesmo...Mas afirmar que um Neruda, um Drummond, uma Clarice Lispector escreveu uma porcaria melosa dessas que circulam pelos pps que enchem a caixa de emails da gente, ai, chega a doer na alma!
Se há vida em outra dimensão, os que já morreram devem estar dando muitas gargalhadas ou tentando o suicídio...
Quando quiserem citar um texto de alguém, vão direto a um livro daquele autor, ou a seu blog ou site e não ao google.
O Arnaldo Jabor escreveu há tempos atrás, um texto muito interessante sobre esse assunto, falando que as pessoas o paravam na rua para cumprimentá-lo por um texto que não era, absolutamente seu. E de como ele se irritava com isso.
Cada autor tem seu estilo de escrever, usa determinadas palavras, ou pertenceu a uma época cujas palavras que são usadas hoje, não o eram no tempo em que viveram...
Prestem atenção nisso...cair na mediocridade por comodismo é um péssimo defeito para quem é blogueiro.
Aliás, desconfiem logo de um texto que vem de mão em mão, email em email, por pps, pois como já dizia Nélson Rodrigues, toda unanimidade é burra...
Por favor, não estou querendo ofender ninguém, apenas alertar. Nem me fazer de melhor ou mais sábia que ninguém...Só estou pedindo mais atenção nisso. Até por respeito aos fabulosos escritores, poetas e cronistas, vítimas desse mentiroso e até ingênuo uso de seus nomes.
Só divulguem, o que tiverem certeza que é legítimo.
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